Depois de tanto mimimi de fãs e pessoas me questionando sobre o fato de Anitta ter perdido o Grammy para Shakira, vou falar um sincerão para vocês: só o fato de Anitta ter sido indicada já é uma vitória.
Sou brasileiro, mas não sou burro, Anitta jamais ganharia um Grammy principalmente se formos nos basear em seu álbum, que é umas piores coisas que eu já ouvi, a cantora carioca simplesmente perdeu a mão e a respeito pela batalha e pelo fato de chegar até uma indicação ao Grammy, mas, sinceramente não merecia.
A expectativa era grande em torno de Anitta, que concorria em uma categoria de destaque. No entanto, a artista brasileira viu sua chance de levar o prêmio desvanecer diante da consagrada Shakira. A vitória da colombiana não apenas reafirma sua posição consolidada na indústria musical, mas também levanta questões sobre as abordagens distintas de ambas as cantoras.
Shakira, com uma carreira que abrange mais de duas décadas, sempre demonstrou uma preocupação meticulosa com sua imagem e repertório. Sua música é marcada por uma fusão de estilos que ressoam com uma ampla audiência, e suas letras frequentemente refletem um cuidado tanto lírico quanto temático. A artista tem investido em canções que, além de serem comerciais, trazem uma profundidade que a mantém relevante e admirada.
Por outro lado, Anitta, que tem se destacado pela sua ousadia e inovação, recentemente lançou um EP que gerou controvérsia. Com um conteúdo mais provocativo e repleto de palavrões, a escolha da brasileira pareceu polarizar opiniões. Enquanto alguns elogiam sua autenticidade e coragem de desafiar normas, outros questionam a sustentabilidade de sua imagem no cenário musical global.
A derrota de Anitta para Shakira pode ser vista como um reflexo das diferentes estratégias que cada artista adota. Enquanto Shakira se mantém fiel a um estilo que combina talento e apelo comercial, Anitta explora novas fronteiras, ainda que isso possa acarretar riscos em termos de recepção crítica e popular. Isso sem falar no discurso de Shakira onde os imigrantes foram lembrados. Queen é sempre queen!
Esse contraste evidencia não apenas a diversidade presente na música pop contemporânea, mas também as expectativas que recaem sobre artistas de diferentes origens. A vitória de Shakira é um lembrete do poder da consistência e da evolução cuidadosa em uma carreira. Para Anitta, o desafio agora será encontrar um equilíbrio entre sua ousadia e a construção de uma trajetória que possa, um dia, rivalizar com a de sua contemporânea.
A discussão que surge a partir desse confronto vai além da premiação: trata-se de entender como diferentes narrativas e estilos moldam a indústria da música e o que significa conquistar a audiência em um mundo em constante transformação.
E como diria Raul Seixas: “tente outra vez”, mas antes melhore esse repertório. Nossos ouvidos agradecem!