O estado de São Paulo é responsável pela grande maioria dos casos de mpox registrados no Brasil neste ano. Segundo dados mais recentes do Ministério da Saúde, das 48 infecções confirmadas no país, 41 foram identificadas em São Paulo, seguido por Rio de Janeiro (3), Distrito Federal (1), Rondônia (1), Santa Catarina (1) e Rio Grande do Sul (1). Até o momento não há registro de mortes associadas à doença.
A mpox, doença viral causada por um ortopoxvírus relacionado à varíola, chama atenção por suas manifestações clínicas que incluem erupções cutâneas, febre, dor de cabeça e linfonodos inchados. Embora possa ser transmitida por contato próximo com pessoas infectadas ou por materiais contaminados, as autoridades de saúde enfatizam que a maior parte dos quadros detectados apresenta sintomas leves ou moderados.
No estado de São Paulo, a vigilância epidemiológica segue monitorando a evolução dos casos, com investigação de critérios de transmissão e acompanhamento dos contatos de cada paciente. Dados do painel estadual apontam pequenas diferenças em relação aos números federais, mas confirmam a tendência de concentração mais expressiva de casos no território paulista.
O Ministério da Saúde reforça que o Sistema Único de Saúde (SUS) está organizado para identificar precocemente a doença, realizar o manejo clínico adequado e acompanhar os pacientes conforme os protocolos técnicos. Parte essencial dessa resposta é o rastreamento de contatos próximos por um período de 14 dias, medida considerada importante para interromper possíveis cadeias de transmissão.
Autoridades sanitárias recomendam que qualquer pessoa com sintomas compatíveis — como erupções na pele, febre ou linfonodos inchados — procure atendimento médico e informe sobre possíveis contatos com casos suspeitos ou confirmados. O isolamento domiciliar até a avaliação clínica também é recomendado quando possível.